Escândalo em cidade de 5 mil habitantes
Um caso envolvendo o padre Luciano Braga Simplício, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Nova Maringá (MT), ganhou repercussão nacional nesta semana. O religioso foi flagrado na casa paroquial na companhia da noiva de um fiel, na segunda-feira (13). O episódio, registrado em vídeo, provocou forte reação entre moradores da cidade, que tem pouco mais de 5,8 mil habitantes, e levou a Diocese de Diamantino a abrir uma investigação formal para apurar a conduta do sacerdote.
O flagrante que viralizou
As imagens mostram o noivo da mulher arrombando a porta da casa paroquial após o padre se recusar a abrir. Segundo relatos, a mulher foi encontrada chorando embaixo da pia do banheiro, vestindo apenas um baby-doll. O vídeo circulou rapidamente nas redes sociais e em grupos de mensagens, gerando comoção e indignação entre os fiéis.
Em nota divulgada nesta terça-feira (14/10), a Diocese de Diamantino afirmou que “todas as medidas canônicas estão sendo tomadas, visando o bem da Igreja e do povo de Deus”. A instituição também pediu “compreensão e oração de todos”, sem detalhar o andamento das apurações internas.
Defesa do padre e reações da comunidade
Nos áudios que circulam nas redes, o padre nega qualquer irregularidade e afirma que a mulher apenas havia pedido permissão para tomar banho e trocar de roupa após participar de atividades da igreja. Segundo ele, a fiel teria brincado dizendo que dormiria ali, e ele “respondeu que ficaria do lado de fora”.
A repercussão, no entanto, dividiu a comunidade. Enquanto alguns fiéis pedem prudência e respeito à investigação, outros cobram transparência da diocese e a suspensão imediata do sacerdote. “É uma situação triste para a cidade e para a fé de muita gente”, comentou uma moradora em grupos locais.
O que diz o Direito Canônico
Casos como esse são tratados pela Igreja Católica com base no Código de Direito Canônico, que prevê processos administrativos e disciplinares em situações que envolvem possível quebra do celibato ou conduta imprópria. Dependendo da gravidade e das provas, o sacerdote pode ser afastado, suspenso ou até expulso do ministério religioso.
Expectativas e próximos passos
A Diocese não informou prazo para a conclusão da investigação, mas a tendência é que o caso seja analisado por uma comissão eclesiástica sob sigilo. A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) acompanha situações semelhantes em todo o país e costuma recomendar cautela até que haja resultado oficial.
Enquanto isso, em Nova Maringá, o episódio segue sendo o principal assunto nas ruas e redes sociais — expondo o impacto que escândalos religiosos ainda têm em pequenas comunidades profundamente ligadas à fé.
📌 O que você precisa saber
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Quem é o investigado: padre Luciano Braga Simplício, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Nova Maringá – MT);
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Motivo da investigação: foi flagrado na casa paroquial com a noiva de um fiel, que foi encontrada chorando;
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Posição da Diocese: confirmou abertura de processo canônico e pediu orações e prudência;
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Defesa do padre: alega que a fiel apenas usou o local para trocar de roupa e tomar banho;
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Situação atual: investigação interna em andamento, sem prazo divulgado para conclusão.

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