A presença de animais no ambiente escolar vem despertando o interesse de educadores e pesquisadores como estratégia para apoiar o desenvolvimento cognitivo e socioemocional dos estudantes. Utilizada de forma planejada e segura, a chamada Educação Assistida por Animais (EAA) pode contribuir para melhorar a atenção, estimular a comunicação, reduzir a ansiedade e favorecer a autorregulação de crianças e adolescentes.
A avaliação é da psicopedagoga Luciana Brites, CEO do Instituto NeuroSaber, mestre em Distúrbios do Desenvolvimento, doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem.
Segundo a especialista, a autorregulação — capacidade de controlar emoções, atenção e comportamento — tornou-se um dos temas centrais das discussões sobre educação, e a interação com animais pode funcionar como uma ferramenta complementar nesse processo.
Ambiente mais acolhedor e motivador
De acordo com Luciana Brites, quando selecionados e treinados adequadamente, os animais ajudam a criar um ambiente de aprendizagem mais acolhedor e estimulante.
A convivência com os pets tende a reduzir a tensão diante de desafios escolares, aumentar o interesse pelas atividades e favorecer a participação dos estudantes. O vínculo afetivo estabelecido com o animal também pode tornar o aprendizado mais prazeroso e significativo.
A especialista ressalta que a presença do animal não substitui métodos pedagógicos tradicionais, mas amplia as possibilidades de intervenção em sala de aula.
Benefícios vão além da aprendizagem
Pesquisas nas áreas de Psicologia e Educação apontam que as práticas de Intervenção Assistida por Animais (IAA) estão associadas à redução do estresse, ao aumento da sensação de bem-estar e ao fortalecimento das habilidades sociais.
No ambiente escolar, esses benefícios podem se refletir em maior concentração, diminuição de comportamentos considerados disruptivos e aumento da motivação para participar das atividades propostas pelos professores.
Entre as experiências que podem ser desenvolvidas estão leitura para os animais, atividades de observação, jogos educativos e tarefas relacionadas aos cuidados com os pets. Além de estimular a linguagem e a comunicação, essas práticas favorecem a cooperação e a construção de vínculos positivos.
Planejamento é indispensável
Apesar dos benefícios, Luciana Brites destaca que a adoção de animais em escolas exige planejamento e protocolos específicos.
Os animais devem passar por seleção baseada em temperamento, treinamento e condições de saúde. As instituições também precisam manter vacinação e exames atualizados, adotar medidas de higiene, avaliar possíveis alergias entre os estudantes e obter autorização dos pais ou responsáveis.
Segundo a especialista, o sucesso desse tipo de iniciativa depende da integração entre educadores, famílias e profissionais capacitados, garantindo que a presença dos animais ocorra de forma segura e adequada ao ambiente escolar.
Quando essas condições são atendidas, conclui Luciana Brites, os pets podem se tornar aliados importantes na construção de um ambiente de aprendizagem mais acolhedor, favorecendo o desenvolvimento emocional, social e acadêmico dos alunos.
O que você precisa saber
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Tema: Educação Assistida por Animais (EAA).
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Objetivo: Favorecer a autorregulação, a atenção, a aprendizagem e o desenvolvimento socioemocional dos estudantes.
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Benefícios apontados: Redução da ansiedade e do estresse, aumento da motivação, melhora da comunicação e da interação social.
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Atividades possíveis: Leitura para pets, jogos educativos, observação científica e cuidados com os animais.
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Cuidados necessários: Animais treinados, vacinação e exames em dia, protocolos de higiene, avaliação de alergias e autorização das famílias.
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Especialista: Luciana Brites, CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, mestre em Distúrbios do Desenvolvimento e doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano.

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