CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM (ES) — Uma conversa em família pode ser decisiva para que a vontade de doar órgãos seja respeitada. Durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos, a Unimed Sul Capixaba chama a atenção para a importância de discutir o assunto ainda em vida.
No Brasil, a autorização familiar é necessária para que a doação seja realizada. Por isso, manifestar previamente o desejo de ser doador pode ajudar os familiares diante de uma decisão tomada em um momento de perda.
“É importante que as pessoas conversem sobre isso em casa. Quando a família conhece a vontade do seu familiar, esse momento pode se tornar um pouco menos difícil. Um único ‘sim’ pode representar uma nova oportunidade para várias pessoas”, afirma Patrícia Barbosa Mendonça, enfermeira da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) da Unimed Sul Capixaba.
Como funciona o processo
Dentro do hospital, a CIHDOTT atua na identificação de potenciais doadores e acompanha as etapas necessárias para uma possível doação.
Segundo Patrícia, o trabalho envolve desde a identificação de um potencial doador até a comunicação com a Central Estadual de Transplantes e a abordagem dos familiares.
“Nosso papel é garantir que todo o processo aconteça de forma segura, ética e humanizada, tanto para o potencial doador quanto para a família. É um trabalho que envolve diferentes profissionais e segue protocolos rigorosos”, explica.
A doação de órgãos pode ocorrer após a confirmação da morte encefálica, seguindo protocolos específicos de avaliação. Em determinadas situações de parada cardiorrespiratória, também pode haver possibilidade de doação de tecidos, como as córneas.
Identificado um potencial doador, o caso é acompanhado pela Central Estadual de Transplantes. Após a confirmação do diagnóstico e a avaliação dos critérios necessários, a família recebe as orientações sobre a possibilidade da doação.
Dependendo das condições clínicas e dos órgãos que possam ser utilizados, um único doador pode beneficiar até oito pessoas.
Simpósio amplia discussão
Como parte da programação do Setembro Verde, a Unimed Sul Capixaba realiza neste mês o III Simpósio sobre Doação de Órgãos.
A atividade é destinada aos colaboradores da instituição e busca ampliar o conhecimento sobre as etapas da doação e preparar os profissionais para disseminar informações sobre o tema também fora do ambiente hospitalar.
A orientação central da campanha é simples: quem deseja ser doador deve conversar sobre essa decisão com a família.
O que você precisa saber
Campanha: Setembro Verde
Tema: conscientização sobre doação de órgãos e tecidos
Decisão: no Brasil, a autorização da família é necessária para a doação
Orientação: quem deseja ser doador deve comunicar essa vontade aos familiares
No hospital: a CIHDOTT participa da identificação e acompanhamento dos potenciais doadores
Ação da Unimed: III Simpósio sobre Doação de Órgãos
Potencial da doação: um doador pode beneficiar até oito pessoas, conforme as condições clínicas

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