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Quarta-feira, 23 de Setembro 2026
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Auditores defendem supervisão humana no uso de IA no trabalho

Carta de Vitória encerra o 42º ENAFIT com compromissos sobre novas tecnologias, saúde mental e proteção dos direitos dos trabalhadores

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Auditores defendem supervisão humana no uso de IA no trabalho
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VITÓRIA (ES) — O uso da inteligência artificial no ambiente de trabalho deve ocorrer com transparência, responsabilidade e supervisão humana, segundo a Carta de Vitória, documento que encerrou o 42º Encontro Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (ENAFIT). O evento reuniu profissionais de todo o país entre os dias 13 e 18 de setembro, no Centro de Convenções de Vitória.

Elaborada a partir dos debates realizados durante o encontro, a carta apresenta compromissos defendidos pela categoria diante das transformações tecnológicas e das novas formas de organização do trabalho.

Além da inteligência artificial, a programação discutiu o fim da escala 6x1, saúde mental, trabalho por aplicativos e combate ao trabalho escravo contemporâneo.

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Promovido pelo Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (SINAIT), o encontro teve como tema “Auditoria Fiscal do Trabalho: protagonista na proteção do trabalho humano”. Esta foi a terceira vez que o Espírito Santo recebeu o evento.

IA deve ter transparência e supervisão humana

Na Carta de Vitória, os auditores defendem que a adoção de inteligência artificial e outras tecnologias considere seus efeitos sobre a saúde, a segurança e os direitos dos trabalhadores.

O documento estabelece três compromissos centrais: a defesa da dignidade e dos direitos fundamentais no trabalho; o uso responsável e transparente das novas tecnologias, com supervisão humana; e a promoção de ambientes de trabalho seguros e saudáveis, com atenção aos riscos psicossociais.

A carta também menciona o combate ao assédio, à discriminação e à violência contra as mulheres.

Segundo o presidente do SINAIT, Bob Machado, as discussões do encontro procuraram avaliar como mudanças tecnológicas, econômicas, políticas e jurídicas podem afetar as relações de trabalho.

“No 42º ENAFIT, abordamos questões pujantes hoje sobre o mundo do trabalho, com possíveis impactos negativos aos trabalhadores, produzindo um cenário de menos direitos e mais adoecimento da população”, afirmou.

Machado disse ainda que a posição expressa no documento é de que essas transformações não sejam utilizadas como justificativa para reduzir direitos trabalhistas.

Automação e redução de postos entram no debate

O presidente do 42º ENAFIT e auditor-fiscal do Trabalho, Roberto Leão, chamou atenção para os possíveis efeitos da automação sobre o emprego e a saúde dos trabalhadores.

“Quando se trata, por exemplo, da inteligência artificial, além de falarmos sobre a questão da própria integridade ou saúde do trabalhador, também falamos em relação aos riscos que vêm da automação e redução de cargos”, afirmou.

Segundo Leão, a atuação da fiscalização deve considerar os impactos das transformações tecnológicas sobre a qualidade de vida, a saúde e as condições de trabalho.

A Carta de Vitória sustenta ainda que inovação tecnológica e novas formas de organização do trabalho devem preservar os direitos fundamentais e não resultar em transferência indevida de riscos aos trabalhadores ou precarização das relações de trabalho.

Futuro do trabalho marcou programação

Ao longo de seis dias, o ENAFIT reuniu palestras, painéis e mesas de discussão sobre temas relacionados às mudanças no mercado de trabalho. A programação também incluiu a 16ª Jornada Iberoamericana da Inspeção do Trabalho.

Entre os assuntos debatidos estiveram inteligência artificial, escala 6x1, trabalho por aplicativos, riscos psicossociais e combate ao trabalho escravo contemporâneo.

No documento final, os auditores também defendem uma fiscalização do trabalho estruturada e independente para acompanhar as mudanças nas relações profissionais.

O que você precisa saber

O 42º ENAFIT foi realizado de 13 a 18 de setembro, em Vitória. Na Carta de Vitória, documento produzido ao final do encontro, auditores-fiscais defenderam que inteligência artificial e outras tecnologias sejam utilizadas no trabalho com transparência, responsabilidade e supervisão humana. A categoria também assumiu compromissos relacionados à saúde dos trabalhadores, riscos psicossociais e proteção de direitos.

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