Uma ação conjunta de fiscalização realizada pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) reforçou, nesta semana, o combate às ocupações irregulares na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guanandy, em Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. A operação teve como foco principal o entorno da Lagoa de Guanandy, especialmente áreas consideradas de Preservação Permanente (APP).
Coordenada pela Coordenação de Gestão de Unidades de Conservação (CGEUC), a ação ocorreu na segunda-feira (9) e na terça-feira (10), com apoio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), da Polícia Militar Ambiental e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Itapemirim.
Durante as vistorias, o Iema lavrou cinco autos de infração e aplicou medidas administrativas como embargo de obras, intimações para demolição de construções irregulares e determinação de recuperação das áreas degradadas.
Além disso, equipes identificaram diversas edificações ilegais sem a presença dos responsáveis. Nesses casos, foi feito levantamento de dados com moradores e terceiros, além da verificação de numeração de medidores de água e energia elétrica, o que possibilitou a identificação dos proprietários e a emissão de novos autos e multas.
Segundo o gestor da APA de Guanandy, Flávio Guerra, a lagoa é um patrimônio natural estratégico para a região.
“A Lagoa de Guanandy tem papel fundamental na conservação da biodiversidade, na proteção dos recursos hídricos e na manutenção do equilíbrio ambiental, além de relevância paisagística e social para as comunidades do entorno”, destacou.
Ele também afirmou que as ações serão intensificadas para evitar novos danos ambientais e garantir o cumprimento da legislação.
O que você precisa saber
Onde: Área de Proteção Ambiental de Guanandy, em Itapemirim
Foco da fiscalização: ocupações irregulares e construções em APP
Resultado: 5 autos de infração, embargos, intimações para demolição e recuperação ambiental
Órgãos envolvidos: Iema, Idaf, Polícia Militar Ambiental e Secretaria Municipal de Meio Ambiente
Próximos passos: ações de fiscalização contínuas e mais rigorosas na região

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