O programa antes que aconteça premiou, na última quarta-feira (4), iniciativas de destaque voltadas à prevenção da violência de gênero em diversas regiões do país. A cerimônia em Brasília celebrou projetos que combatem abusos em comunidades isoladas e tradicionais.
Conscientizar mulheres indígenas no noroeste do Amazonas tornou-se a grande missão de Cleocimara Reis Gomes, de 38 anos. Ela coordena o projeto Promotoras Legais Populares Indígenas do Rio Negro.
A ativista vive na comunidade de Cartucho, a quatro dias de barco de São Gabriel da Cachoeira (AM). Sua atuação busca dar visibilidade a casos que normalmente ficam ocultos devido à distância geográfica.
Financiamento e categorias
Práticas premiadas em oito categorias receberam aportes financeiros entre R$ 50 mil e R$ 200 mil. O evento contou com a presença da ministra das Mulheres.
Cleocimara explicou que atua junto a 23 povos em 100 comunidades. Ela reforça que a violência física, sexual ou psicológica não faz parte da cultura dos povos originários.
Outro destaque foi a Associação de Pescadores e Marisqueiras de São Félix (BA). A iniciativa venceu na categoria voltada ao acolhimento de mulheres em situação de vulnerabilidade.
Comunidades tradicionais
O projeto Dandara, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, também foi premiado por prestar atendimento a cerca de 500 mulheres quilombolas.
Ana Beatriz Bernardes Nunes, liderança da comunidade Maria Conga, aponta que as moradoras locais sofrem ameaças ligadas à preservação territorial e ambiental.
