VITÓRIA (ES) — O cinema de animação ganhou uma programação especial na capital capixaba nesta quarta-feira (28), com a exibição gratuita de 13 curtas-metragens brasileiros e internacionais no Cine Jardins, em Jardim da Penha. A sessão, organizada pelo Instituto Marlin Azul, integrou as comemorações do Dia Internacional da Animação, celebrado anualmente em 28 de outubro.
A mostra reuniu produções de diferentes regiões do Brasil e de países como Estônia, Espanha e Argentina. Com aproximadamente duas horas de programação, a seleção apresentou histórias sobre preservação ambiental, cultura popular, relações humanas, memória, identidade e liberdade.
Além das exibições nacionais e internacionais, o público teve a oportunidade de conhecer uma animação criada por crianças de uma comunidade rural do Rio Grande do Norte, durante oficinas promovidas pelo Instituto Marlin Azul.
Crianças produziram animação sobre a comunidade onde vivem
A programação foi aberta pelo curta-metragem Nosso Tempero, produzido por estudantes da Escola Municipal João Luiz Victor, localizada em Sítio de Dentro, na zona rural de Lagoa Nova, no Rio Grande do Norte.
Com 8 minutos e 48 segundos de duração, a obra foi desenvolvida durante atividades do Projeto Animação/Ponto de Cultura Animazul, realizadas em 2025.
As crianças participaram da criação do roteiro, dos desenhos e das animações, utilizando técnicas como animação 2D, recortes, stop-motion com massinha e pixilation, modalidade que utiliza pessoas reais em sequências animadas.
A história se passa em uma comunidade onde o caju está presente na alimentação, nas brincadeiras e nas lembranças dos moradores. A personagem principal, entretanto, guarda um segredo: apesar de ter crescido naquele lugar, não gosta da fruta.
O projeto contou com orientação da professora Mariana de Lima nas atividades de criação e encenação, enquanto a animadora Marinéia Anatório acompanhou a produção das sequências animadas.
Mostra nacional apresentou oito produções brasileiras
A seleção brasileira reuniu oito curtas-metragens de diferentes estados, com classificação indicativa de 14 anos.
Entre os filmes exibidos esteve O Coração da Boiúna, dirigido por Andrei Miralha, do Pará. A animação utiliza uma lenda amazônica para abordar a relação entre natureza, tradição e consciência ambiental.
Também integrou a programação Te Vejo Lá, de Bruno de Souza, produzido em Minas Gerais, que acompanha duas personagens prestes a embarcar em uma viagem astral.
Da Bahia, Como Nasce um Rio, dirigido por Luma Flores, apresentou uma jornada de descobertas em meio a paisagens naturais. Já Entre Folhas e Ventos, de Thaigo Pitta, explorou temas como afeto, cuidado e reencontro.
A mostra incluiu ainda Mãe da Manhã, de Clara Trevisan; Peixe Seco e Defumado, de Denis Souza; Pária, de Daniel Bruson; e TV Entreaberta, de Mateus Compart.
As produções utilizaram diferentes técnicas, desde animação digital e pintura quadro a quadro até recursos com marionetes, fantoches e cenários físicos.
Produções internacionais abordaram memória, liberdade e relações humanas
A Mostra Internacional reuniu quatro curtas-metragens, com classificação indicativa de 12 anos.
A animação estoniana Eating Time, dirigida por Mari Kivi, apresentou uma narrativa sobre envelhecimento e memória, acompanhando uma mulher idosa em uma jornada surreal pelo passado.
Da Espanha, Carmela, de Vicente Mallols, abordou a participação feminina na resistência durante o período posterior à Guerra Civil Espanhola.
A Argentina esteve representada por Pintango, de Rodolfo Pastor, uma história que mistura arte, dificuldades financeiras e humor.
Com produção da Argentina e Espanha, Loop, dirigido por Pablo Polledri, retratou uma sociedade em que as pessoas repetem continuamente as mesmas ações, provocando reflexões sobre rotina, comportamento e liberdade individual.
Dia Internacional da Animação completa 23 anos no Brasil
A comemoração do Dia Internacional da Animação faz referência a 28 de outubro de 1892, quando o francês Charles-Émile Reynaud realizou uma apresentação pública de imagens animadas no Museu Grévin, em Paris.
A data foi escolhida pela Associação Internacional do Filme de Animação (ASIFA), em 2002, como forma de valorizar a produção e a difusão dessa linguagem artística.
No Brasil, as comemorações começaram em 2004, com uma sessão realizada no Sesc Vila Mariana, em São Paulo.
Desde então, a iniciativa se expandiu para diferentes regiões do país, envolvendo instituições culturais, realizadores e espaços de exibição.
Em Vitória, o Instituto Marlin Azul participa da programação nacional desde 2009, promovendo atividades voltadas à formação audiovisual e ao acesso ao cinema de animação.
O que você precisa saber
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Evento: Dia Internacional da Animação 2026.
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Data: quarta-feira, 28 de outubro.
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Horário: 19h.
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Local: Cine Jardins, Rua Carlos Eduardo Monteiro de Lemos, 262, Jardim da Penha, Vitória (ES).
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Entrada: gratuita.
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Programação: uma exibição especial, oito curtas nacionais e quatro internacionais.
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Classificação indicativa: 14 anos para a Mostra Nacional e 12 anos para a Mostra Internacional.
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Realização em Vitória: Instituto Marlin Azul.
Mais informações sobre as atividades do instituto estão disponíveis em www.institutomarlinazul.org.br.
Fonte: Instituto Marlin Azul.

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