A economia do Espírito Santo dá sinais de uma recuperação mais consistente. Depois de atravessar anos de retração, os indicadores recentes mostram uma trajetória de crescimento, com avanço acumulado em quatro trimestres chegando a 4,8% no segundo trimestre de 2026.
O movimento combina a recuperação de setores historicamente importantes para o Estado, especialmente aqueles ligados às commodities, com o fortalecimento da economia interna. A construção civil aparece entre os segmentos em que essa melhora se torna mais evidente.
Os dados também apontam para uma possível transformação estrutural: ao mesmo tempo em que mantém sua forte base industrial, o Espírito Santo começa a apresentar sinais de diversificação econômica, novos investimentos e maior incorporação de tecnologia.
Economia ganha força após anos difíceis
O desempenho atual ocorre depois de um longo período de dificuldades. Em valores reais, o Produto Interno Bruto (PIB) capixaba somente conseguiu retornar, em 2024, ao patamar registrado em 2015.
Entre a crise de 2015 a 2017 e os impactos da pandemia de Covid-19, em 2020, a economia estadual sofreu uma forte retração.
A partir de 2023, entretanto, os indicadores passaram a demonstrar uma recuperação mais consistente, impulsionada tanto pela melhora das commodities quanto pelo desempenho da atividade econômica interna.
Um dos principais sinais dessa aceleração aparece na variação acumulada em quatro trimestres: o índice passou de 2% no primeiro trimestre de 2025 para 4,8% no segundo trimestre de 2026.
Espírito Santo cresceu acima da média brasileira no longo prazo
Quando analisado um período mais amplo, o desempenho capixaba também chama atenção.
Entre 1970 e 2025, a economia do Espírito Santo registrou crescimento médio de 4,52% ao ano, enquanto a média brasileira ficou em 3,29% ao ano.
O período de maior expansão ocorreu entre 1970 e 1994, quando o crescimento médio estadual chegou a 7,2% ao ano.
A trajetória foi fortemente sustentada pela industrialização e por atividades relacionadas às commodities, característica que continua tendo peso relevante na economia estadual.
Commodities continuam importantes, mas cenário começa a mudar
As commodities, principalmente as extrativas minerais, permanecem como um dos motores da economia capixaba.
A diferença é que essas atividades também movimentam cadeias de fornecedores e serviços especializados, ampliando seus efeitos sobre outros segmentos da economia.
Paralelamente, novos investimentos indicam uma tendência de maior diversificação e inserção competitiva do Espírito Santo, incluindo atividades com maior conteúdo tecnológico.
Construção civil mostra força da recuperação
É no setor da construção que parte desse novo momento aparece de maneira mais visível.
Entre 2023 e 2025, o número de novos lançamentos imobiliários no Espírito Santo cresceu aproximadamente 63%. No Brasil, no mesmo período, o avanço foi de cerca de 40%.
Em Vitória, outro indicador demonstra o aquecimento do mercado: o preço do metro quadrado passou de R$ 10.877 em 2023 para R$ 14.108 em 2025.
A expansão imobiliária também produz efeitos sobre outros segmentos. Até julho de 2026, por exemplo, as vendas de materiais de construção apresentavam forte crescimento.
Perspectivas para 2027
Mesmo diante dos sinais de desaceleração da economia brasileira, a expectativa apresentada é de que o Espírito Santo encerre 2026 com resultados positivos.
Para 2027, a perspectiva é de continuidade dos fatores que vêm sustentando esse crescimento.
De um lado, permanecem as commodities e a força da estrutura econômica construída ao longo de décadas. Do outro, ganha espaço uma nova frente baseada em diversificação, inovação, tecnologia e maior acesso a mercados.
O que você precisa saber
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Crescimento: a variação acumulada em quatro trimestres passou de 2% no primeiro trimestre de 2025 para 4,8% no segundo trimestre de 2026.
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Construção: os novos lançamentos cresceram cerca de 63% entre 2023 e 2025, contra 40% no Brasil.
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Imóveis em Vitória: o metro quadrado passou de R$ 10.877 para R$ 14.108 entre 2023 e 2025.
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Longo prazo: entre 1970 e 2025, a economia capixaba cresceu em média 4,52% ao ano, acima dos 3,29% registrados pelo Brasil.
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Commodities: continuam sendo fundamentais para a economia estadual e movimentam diferentes cadeias de fornecedores e serviços.
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Próximos anos: a perspectiva apresentada combina a força dos setores tradicionais com maior diversificação, inovação e conteúdo tecnológico.

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