Representantes do governo federal detalharam nesta quarta-feira (4), na Câmara dos Deputados, as principais pautas e contribuições que a delegação nacional apresentará na COP31. O evento da ONU sobre o clima ocorrerá entre 9 e 20 deste mês em Antália, na Turquia.
Após sediar a cúpula anterior em Belém do Pará, o país estruturou o “Pavilhão Brasil”. O espaço abrigará aproximadamente 130 eventos para exibir iniciativas do governo, além de projetos desenvolvidos em conjunto com universidades, o setor privado e a sociedade civil.
A embaixadora Liliam Chagas de Moura, diretora do Departamento de Meio Ambiente do Itamaraty, destacou que diversas ações iniciadas em solo brasileiro terão continuidade ou serão formalizadas na Turquia, incluindo um acelerador global de implementação.
Por sua vez, o secretário Aloísio de Melo enfatizou que o país exibirá dados sólidos sobre a queda no desmatamento dos biomas. Também serão apresentados o novo inventário nacional de emissões e o Plano Clima, que engloba diretrizes de adaptação e mitigação.
“Toda uma ampla agenda para mostrar para o mundo que a política climática no Brasil é levada muito a sério”, pontuou Aloísio de Melo durante o debate na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados.
A ex-ministra e deputada Marina Silva (Rede-SP) relembrou que a presidência brasileira da conferência anterior firmou marcos históricos. Entre eles, destaca-se o mapa do caminho para o encerramento gradual dos combustíveis fósseis e do desmatamento até 2030.
Foco no financiamento e geopolítica
A cúpula na Turquia deve atrair cerca de 60 mil pessoas na zona oficial de negociações. O foco central será debater o Fundo de Perdas e Danos e garantir financiamentos robustos para as metas de redução de emissões em nações em desenvolvimento.
O deputado Nilto Tatto (PT-SP), organizador do debate, avalia que o cenário geopolítico atual pode favorecer entendimentos diplomáticos mais amplos e acordos efetivos durante as negociações internacionais na conferência.
O papel estratégico do Parlamento
Durante a audiência pública, especialistas e parlamentares debateram como transformar promessas em resultados práticos. A deputada Sônia Guajajara (Psol-SP) reforçou que os povos indígenas precisam ocupar espaços centrais nas tomadas de decisão e na formulação de políticas climáticas.
