O desaparecimento da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, teve um desfecho trágico nesta quarta-feira (28). O síndico do condomínio onde ela foi vista pela última vez, Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, confessou o homicídio e conduziu a polícia até a área de mata onde abandonou o corpo, segundo a Polícia Civil de Goiás. O caso ocorreu em Caldas Novas, no sul do estado.
A confissão ocorreu durante diligências da força-tarefa que investigava o sumiço da corretora desde 17 de dezembro. Além de Cleber, Maykon Douglas de Oliveira, filho do suspeito, também foi preso, apontado como possível participante do crime. Um porteiro do prédio foi conduzido para prestar esclarecimentos.
Confissão e contradições
De acordo com o delegado Pedromar Augusto de Souza, responsável pelo inquérito, Cleber afirmou que matou Daiane após uma discussão acalorada no dia do desaparecimento. Ele disse ter colocado o corpo na carroceria de sua picape e seguido sozinho até uma área de mata a cerca de 15 quilômetros da cidade, às margens da GO-213, rodovia que liga Caldas Novas a Ipameri e Pires do Rio.
A versão apresentada agora contradiz o primeiro depoimento, no qual o síndico havia negado ter saído do condomínio naquela noite. Imagens de câmeras de segurança, contudo, mostram o veículo deixando o prédio por volta das 20h do dia 17.
O Corpo de Bombeiros participou da retirada dos restos mortais, localizados em uma área de barranco.
Últimos passos antes do sumiço
Daiane foi vista pela última vez ao descer ao subsolo do prédio para verificar um problema de fornecimento de energia elétrica em um dos apartamentos que administrava. Registros de câmeras mostram a corretora entrando e saindo do elevador. Depois disso, não houve novos registros até a localização do corpo.
Familiares registraram boletim de ocorrência e buscaram informações em hospitais e UPAs, sem sucesso. Dias depois, um vídeo enviado por uma amiga confirmou que Daiane esteve no prédio na noite do desaparecimento, reforçando a linha investigativa.
Histórico de conflitos e ameaças
Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), o relacionamento entre Cleber e Daiane era marcado por conflitos recorrentes desde novembro de 2024. O estopim teria sido a locação de um apartamento para temporada com número de hóspedes acima do permitido pelas regras do condomínio.
A denúncia aponta que, entre fevereiro e novembro de 2025, Cleber teria praticado atos de ameaça, monitoramento e perturbação das atividades profissionais e pessoais da corretora, afetando sua liberdade e privacidade. Daiane era responsável pela administração dos imóveis da família no condomínio, localizado no bairro Thermal.
Investigação segue
A Polícia Civil informou que o inquérito continua para esclarecer a dinâmica do crime, o grau de participação de cada envolvido e eventuais responsabilidades adicionais. A defesa dos presos não se manifestou até a última atualização.
O que você precisa saber
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Vítima: Daiane Alves de Souza, 43 anos, corretora de imóveis
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Crime: Homicídio confessado pelo síndico do condomínio
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Suspeitos presos: Cleber Rosa de Oliveira (49) e o filho, Maykon Douglas
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Local do corpo: Área de mata a cerca de 15 km de Caldas Novas, na GO-213
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Última vez vista: 17 de dezembro, no subsolo do prédio onde trabalhava
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Contexto: Histórico de conflitos, ameaças e perseguição, segundo o MPGO

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